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riscos_e_rabiscos

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Sou excelente na cama!

Mas é que sou mesmo tão boa mas tão boa na cama que o despertador do telemóvel toca, meto o telemóvel debaixo da almofada e continuo a dormir tranquilamente. E o melhor é que nem me lembro de nada. E como é que eu sei que isto tudo aconteceu? É simples! O pequeno pormenor que indica que tudo isto aconteceu é que o telemóvel antes de tocar NÂO estava debaixo da minha almofada...!
Digam lá se não sou excelente na cama?!?
Então se estiver morta de cansaço é uma excelência de qualidade!
Oh se é!
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O título do post é falacioso de propósito...
 Brincadeirinha!
 

Eu e a minha cama.

É esta conversa que tenho, nos dias frios, com a minha cama. Ela consegue ser muito persuasiva mas eu consigo resistir-lhe. As suas "falinhas mansas" e a sua técnica de aquecimento dos lençõis para nos dar conforto e convencer a ficar mais um bocadinho são quase infalíveis. É uma batalha que travamos diariamente mas eu ganho sempre. Quer dizer, quase sempre... é que quando um virus qualquer se alia à minha caminha, tornam-se uma dupla imbatível que me vence na maioria das vezes e me obrigam a dar o braço a torcer, ou seja, a ir mesmo para o vale dos lençóis.

 

Mas cá entre nós, que a caminha não nos oiça, mas que nestes dias

sabia mesmo bem ficar na caminha a preguiçar, sabia...

 

Do Amor.

 

Sei que existem algumas pessoas que gostam de mim. E também tenho a certeza que tenho alguns animais gostam. E não me refiro a pulgas, melgas ou mosquitos!

 

Com o meu regresso a casa da mamã, se por um lado deixei o meu bichinho pequenote tristinho porque não percebeu o porquê da nossa separação, por outro lado deixe o meu bichinho grandão feliz da vida. 

E o contentamento foi tanto que me deu várias mordiscadelas de amor, sem magoar, e mais umas trinquinhas nos lóbulos das orelhas, a sua parte preferida do meu corpo.

 

Quando chegou a hora de me enfiar debaixo dos lençõis, apercebi-me de uns olhinhos carentes a incidir em mim. Mas como fui para a cama com papelada debaixo do braço e depois espalhei tudo na cama, os olhinhos não sairam do sítio onde estavam.

Como eu nunca mais dava sinal de autorização de avanço para cima da minha cama, o grandão, quem é como quem diz o Bóbi, decidiu que já era tempo a mais e saltou para cima de tudo. Carências!

 

Estava eu já nas nuvens, a sonhar com os anjinhos e prados verdejantes, quando sinto um "braço" em cima de mim. Aconcheguei-me. De repente, desperto sobressaltada! Eh lá, mas que é isto?! O N. não está aqui...!

Virei-me para o outro lado da cama e deparo-me com um cãozão alapado na minha cama, estendidinho ao meu lado, com cabeça na almofada e patinhas a abraçarem-me. O mais engraçado é que ele tinha uma expressão no focinho que parecia estar a rir-se de felicidade.

 

Já não tive coragem de me zangar com ele. Ele gosta de se deitar aos meus pés por cima da roupa mas esta noite as "saudades" levaram-no a deitar-se ao meu lado. And this is canine love...

No dia em que caí da cama...

Adormeci ao som da chuva que caía tocada a vento. Deitei-me com a dor de cabeça que a minha dor de coluna (por causa do vento) me provocou e nem a cabeça conseguia assentar na almofada.

 

Como já vos contei algures em posts mais antigos, o Bóbi gosta de se ir deitar na minha cama aos meus pés. E eu não me importo. Ele costuma fazer isto quando o tempo começa a arrefecer e sente frio. Vai à procura do calor das minhas pernas. Por isso, aos pés da minha cama está sempre uma coberta especial para ele, para que não se deite na minha roupa.

 

Com a baixa de temperatura repentina e com o vento forte, o menino Bóbi deve ter sentido frio e, esta noite, veio para a minha cama. Eu senti a presença dele junto às minhas pernas já de madrugada. Lá dei as minhas reviravoltas debaixo do edredon e continuei o meu sono.

Mais para a frente, o bicho aninhou-se mesmo no meio das minhas pernas que deviam estar semi-abertas ( não me lembro!).

 

Subitamente, começo a sentir o cão a descair para o lado e eu tentei ampará-lo com as minhas pernas. Ele a descair e eu a ampará-lo... Mas quem consegue amparar um canídio de 30 kilos só com uma perna (ele estava mais em cima de uma do que da outra)?!? É claro que isto não ia dar boa coisa...

 

De repente, só digo "Bóbi vais cair" e... catrapumba! Caio eu e o cão no chão! Já viram isto?!? Só me faltava ter partido a cabeça, já agora...

Desta é Que Foi.

 

Ai foi, foi... e foi à cama! Ai tão doentinha que eu estive ontem! Eu nem vou entrar em pormenores para não vos contagiar! Só vos digo que nem podia mexer uma palha! Assim, enfiei-me lençóis adentro, Bóbi dentado ao fundo da cama para aquecer os pés e testes à mão de semear mas os momentos de mais "rijeza". E olhem que ainda consegui ver meia turma! Ah, e pintar as unhas! Gaja que é gaja, não pode sair de casa com a manicure por fazer... verdade?! :P

Um Dia A Cama Vem Abaixo!

 

 

Já era tarde e, depois de terminarmos de ver um filme, fomo-nos deitar. Enfiamo-nos na cama, batemos palmas intimamente porque os sacanas dos vizinhos do outro prédio não se esqueceram da água do autoclismo ligada, e fechámos as nossas pálpebras com um sorriso no rosto, as mãos dadas e a felicidade no coração. Mas isto durou pouco tempo…

 

Começámos a ouvir uns ruídos estranhos… Mas que raio…?! Calámo-nos e ficámos a escutar… nheck nheck para aqui… nheck nheck para ali… Eram uns sons fantasmagóricos, de casa mal assombrada. Ainda nem sequer é Halloween… Seria uma porta ou uma janela mal fechada? Não. E foi aí que percebemos o que era. Ah pois é!

 

Nheck! Nheck! Nheck! E nunca mais acabava. Eu e o N. estávamos à espera, a qualquer momento, de ouvir um estrondo brutal. Não é por nada mas o casal que está a viver na casa por baixo de nós, neste momento, são duas almôndegas XXXXL, ou seja duas bolinhas de carne.

Pelos vistos a cama deve ser feita de contraplacado pois a coitada gemia que se fartava e os parafusos pareciam remadores de kayake em sincronia, para trás e para a frente. A parede também já não estava a apreciar esta empreitada e encarava a coisa comportando-se como um rochedo intransponível.

 

A velocidade aumentava, o nheck nheck apressava-se desesperado até que se sentiu uma pausa e o barulho do vapor a descarregar – Puuuu!* Depois a empreitada continuou ao mesmo ritmo. Finalmente, a calmaria…

 

Passados alguns minutos, voltamos à empreitada furiosa. Ó valha-me Deus que esta noite não dormimos! Nheck! Nheck! Nheck! Ai que é agora que a cama se desmancha! – Pensámos nós ao mesmo tempo que preparávamos os dedos para enfiar nos ouvidos, na tentativa de minimizar o susto. Mas a cama lá resistiu estoicamente, os parafusos recuperaram as forças, a parede serenou e instalou-se o sossego. Todo o prédio pode, finalmente, adormecer após uma noite de tanta tormenta.

 

*Uma ventosidade anal potente!

Gostava Mesmo.

 

 

Gostava mesmo de ser daquelas pessoas que quando assenta a cabeça na almofada, faz uma ligação directa a Hipnos e adeusinho, até amanhã.

 

Eu tinha de ser diferente. Claro. Primeiro, já não me consigo deitar com as galinhas. Os afazeres são mais que muitos. Depois quando entro no vale dos lençóis, tenho de dar 500 voltas à cama (parece quase a corrida de S. Silvestre) e pensar em mil coisas:

 

- pensar nos acontecimentos do dia;

- rever o que tenho para fazer no dia seguinte;

- reagendar as coisas pendentes;

- planear aulas e fichas;

- zangar-me com a vizinha do lado por causa do ar condicionado;

- concluir que as calças que queria vestir amanhã estão para lavar;

- mudar a disposição dos móveis no quarto;

- inventar uma nova decoração para o quarto;

- pensar numa maneira de aconchegar os pés gelados no “vizinho do lado” sem levar um raspanete;

- pensar no frio que o Óscar deve estar a passar;

- mentalizar-me que me vou levantar cedo, no dia seguinte – se o frio deixar :P – para me agarrar ao computas;

- concluir que tou farta dos dois cursos online;

- escrever um post mentalmente aqui para o blog mas que de manhã já nem me lembro dele (Grrr);

- se calhar… ZZZZZZ… é melhor mudar de posição… ZZZZZZZ

- irra… que… ZZZZZ… o… ZZZZZ… sono… ZZZZZ… nunca mais… vemzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

 

E pronto. Depois disto tudo lá entro em estado de reflexão comigo própria até à próxima apitadela do despertador. Agora há uma coisa que me intriga… como é que acordo de manhã com a sensação de que não dormi de noite?!

 

 

Alvorada!!!!

 

 

São 6.50 da manhã de sábado. Subitamente sou interrompida noutro dos meus sonhos estranhos, em que me encontro à espera do bus para ir para a escola, com um casaco comprido preto que tenho e umas havaianas nos pés. Pormenor interessante: estava tudo enlameado e eu toda incomodada de ter os dedos os pés a ficar salpicados com a lama. I wonder why…

 

“Trim…! Trim…! Trim…!” Ouvi qualquer coisa lá ao fundo mas pensei que até fosse no meu sonho. Ignorei e mantive-me no quentinho dos lençóis, onde o meu love me envolvia no calor dos seus braços e o meu fiel escudeiro, Pimentinha, me guardava os pés.

 

Novamente o “Trim…! Trim…! Trim…!”. Caraças – digo eu para os meus botões – publicidade a esta hora?!? Ou será a minha mãe?!Não, se fosse ela, telefonava primeiro. Digo eu.

Mas com tanta insistência, deve ser alguém aflito…

Sacrifício número 1: arranjar coragem para abrir os olhos; sacrifício número 2: mexer uma perna e depois a outra para zarpar da cama; sacrifício número 3: colocar os neurónios a funcionar a um ritmo decente.

 

Chego à porta, pego no auscultador do telefone da porta e pergunto: “quem é?” Alguém da rua pergunta: “ Marreco?!” (nome inventado para não dizer o verdadeiro. Mas era parecidooo…).

“Aqui não há nenhum Marreco!” E pluf! Desligo o interfone e pisgo-me de novo para a cama, zombie de sono.

 

Oiço tocar para a minha vizinha do lado, que não atendeu a porta e, por fim, descubro quem é o Marreco. São os meus vizinhos de baixo e a tocadora-de-campainhas-madrugadora era a irmã!

E mais… a dita cuja é que é a proprietária da casa!!!! Será possível alguém esquecer-se qual é a sua casa, o andar onde se localiza?!? E não falemos em amnésia.

 

Como se não bastasse o “despertar suave” da tal senhora, ainda continuou a falar como se fossem 5 da tarde, em tom bem alto, e a subir e descer escadas para ir buscar sacos!!! Que mal fiz eu?!?! Eu só queria ficar na cama mais um cadinho…

 

Alguém me passa uma almofadinha que eu quero dormir?